quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Teoria da deriva dos continentes

  Em 1912, Alfred Wegener (1880-1930), um meteorologista alemão, apresentou uma teoria para explicar a intrigante concordância entre as formas de alguns continentes. Segundo ele, os continentes teriam estado unidos no passado, numa única massa continental, e ter-se-iam separado lentamente até às posições de hoje. Wegener chamou Pangeia a esse supercontinente e Pantalasa ao único oceano á sua volta, que terão existido há cerca de 240 milhões de anos.



Esta ideia foi, mais tarde, completada por Alexander du Toit, que postulou a separação da Pangeia em duas grandes massas continentais: a Laurásia, a norte, e a Gondwana, a sul. Estas duas grandes massas terão dado origem, por fragmentação, aos continentes atuais.






Faces do planeta Terra há 240 M.a.



Mobilidade do continentes- argumentos


Argumentos paleontológicos - Há plantas e animais já extintos cujos fósseis se encontram distribuídos por diferentes continentes atuais e separados por muitos milhares de quilómetros de oceano.


 




 Argumentos paleoclimáticos - Foram descobertos indícios geológicos de glaciares antigos, característicos de climas muito frios, em zonas quentes atuais.

Regiões como a Gronelândia ou a Antártida, atualmente muito frias, tinham há 430 M.a. um clima tropical, com florestas luxuriantes.


 
 Verde- Clima tropical

Castanho- Clima desértico

Branco- Glaciares



Argumentos litológicos – Segundo Wegener, se fosse possível aproximar os bordos dos continentes, as cadeias montanhosas revelariam uma continuidade.

A sequência e o conteúdo de estratos sedimentares é semelhante em rochas de continentes diferentes.



Argumentos morfológicos – Wegener verificou uma grande semelhança na forma das costas atlânticas da América do Sul e de África e constatou que os dois continentes poderiam encaixar como peças de um puzzle gigante.



 





O desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia permitiu estudar os fundos oceânicos e descobrir que a litosfera está fragmentada em placas litosféricas que se movem e interagem entre si. Estes movimentos são explicados pela teoria da tectónica de placas.




 







Morfologia dos fundos oceânicos.










Expansão do fundo oceânico, com registo das inversões de polaridade nas rochas basálticas.















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